Ossário com a inscrição "Judá, filho de Jesus", encontrado no túmulo de Talpiot
Geólogo diz ter prova de que Jesus foi
enterrado junto com filho e esposa
Pesquisador fez testes geoquímicos em amostras e afirmou que
evidência sobre a tumba de Talpiot 'é além da esperada'
O Dia
Israel - Um geologista baseado em Israel diz ter provas "inequívocas" de que
Jesus foi casado, teve um filho e não ressuscitou. Segundo o New York Times, o
Dr. Aryeh Shimron afirma que novos testes revelaram que a tumba de Talpiot,
descoberta na década de 80, no leste de Jerusalém, era na verdade da família de
Jesus de Nazaré, sua mulher, Maria, e seu filho, Judas.
O pesquisador está convencido de ter estabelecido uma conexão geoquímica
entre elementos específicos encontrados em amostras coletadas no interior da
tumba de Talpiot e do ossuário de "Tiago filho de José, irmão de Jesus",
inscrição em Aramaico.
Através de testes químicos, o Dr. Aryeh Shimron ligou a caixa contendo os
ossos de Tiago, à tumba da família do filho de Deus no leste da cidade de
Talpiot.
Como dentro de cada caixa foram encontrados ossos, a possibilidade
ressurreição foi descartada, segundo o pesquisador. "A evidência é além da
esperada", declarou.
Geólogo afirma ter 'evidências inequívocas' a respeito dos
restos mortais de Jesus
Foto: Reprodução Internet
"Acredito que temos uma evidência inequívoca de que o ossuário de
Tiago passou a maior parte do tempo na tumba de Talpiot", declarou o geólogo de
79 anos em entrevista à publicação.
Segundo Shimron, o corpo de Jesus foi depositado na tumba junto com
outros nove, incluindo o de Judas, seu filho, e sua esposa, Maria.
O trabalho do pesquisador vem levantando controvérsias ao longo dos
anos, a tumba foi descoberta na década de 80. Nomes como Maria, José e Jesus
eram comuns na época, segundo estatísticas da Universidade de Toronto.
Dr. Shimron baseou sua pesquisa na teoria de que um terremoto em
Jerusalém inundou a tumba de Talpiot com toneladas de terra e lama, impedindo
sua entrada e soterrando os ossos que lá estavam. "A terra criou uma espécie de
vácuo", afirmou. "A composição da tumba ficou simplesmente congelada por um
tempo."
Tumba com nomes bíblicos provoca um duelo judicial em Israel
Documentarista processa antropólogo que contesta filme sobre suposto túmulo de Jesus e de familiares
Cineasta Simcha Jacobovici dentro de uma caverna durante as filmagens, em Jerusalém Foto: Ver Descrição / Ver Descrição
Enquanto o mundo cristão comemora o nascimento de Jesus Cristo, documentário de cinco anos atrás sobre a suposta descoberta, em Jerusalém, do túmulo que poderia abrigar os restos do carpinteiro da Galileia e de sua família provoca um duelo judicial em Israel. O documentarista israelense Simcha Jacobovici ingressou com ação por danos morais na Justiça contra o antropólogo Joe Zias. O motivo do processo são as críticas de Zias ao teor do teledocumentário O Túmulo Perdido de Jesus (2007), exibido pelo Discovery Channel, coautoria entre Jacobovici e o cineasta hollywoodiano James Cameron (Titanic). A polêmica dorme na mesa do juiz Jacob Shienman, da cidade de Petah Tikva, ecoando desde a Terra Santa para todo o mundo. Porém, mais polêmico que o bate-boca entre os dois estudiosos, com Jacobovici se dizendo agredido pelas dúvidas levantadas por Zias a respeito do local onde teriam sido encontrados os pregos do crucifixo, é o conteúdo do filme.
Basicamente, ele mexe com a seguinte dúvida: onde estaria o túmulo de Jesus e sua família? E outras vêm na sequência, a respeito das próprias figuras bíblicas de Jesus e de Maria Madalena. Pois o documentário trata de dar respostas, especialmente quanto à localização da tumba. Conta que, em 1980, nas escavação para uma obra no bairro de Talpiot, em Jerusalém, os operários descobriram um túmulo judeu que datava do século I. Jesus e sua família eram judeus praticantes. Dentro da tumba, havia 10 ossários, seis deles com os nomes dos mortos gravados em aramaico ou hebraico. Em um, constava “Yeshua bar Yosef “(Jesus filho de José). Nos outros, “Maryam” (Maria), “Yosa” (apelido de José), “Matya” (Matheus),”Yeuda bar Yeshua” (Judas filho de Jesus) - e, para espanto dos estudiosos, “Marya'ne”(Maria Madalena).
A descoberta suscita curiosidade e debate entre acadêmicos e religiosos. — Há um diálogo de surdos entre interesses religiosos, científicos e midiáticos. Do ponto de vista histórico e científico, a tumba não traz repercussões. Ninguém duvida da existência histórica de Jesus. E José e Jesus eram nomes dos mais comuns na época — diz José Hildebrando Dacanal, autor de Eu Encontrei Jesus (2004). Igreja contesta alusões a possíveis restos de Cristo Um dos pontos mais polêmicos: dizem estudiosos que dificilmente Jesus poderia ter sido enterrado em um local que não fosse a Galileia. Mais que isso: Jesus era desprovido de recursos financeiros, tinha família modesta e vivia na Galileia - não em Jerusalém. Sendo assim, seu enterro deveria ter sido na Galileia e sem ornamentos. Outros estudiosos do assunto, como Luiz Felipe Ribeiro, professor de Literatura Bíblica da Faculdade Evangélica de Brasília, concordam que Jesus carecia de recursos financeiros, mas não descartam o sepultamento em Jerusalém. Nas palavras de Ribeiro, os ossários encontrados em Talpiot são “intrigantes”. A Igreja é refratária a cientificismos. Quaisquer que sejam. — O que se sabe é que Jesus foi sepultado, mas ressuscitou e subiu aos céus — diz dom Remídio Bohn, bispo de Cachoeira do Sul. Portanto, não haveria restos mortais. Antropólogos se mostram céticos quanto à tumba de Talpiot Documentário de cinco anos atrás trata de suposta descoberta, em Jerusalém, do túmulo que poderia abrigar os restos do carpinteiro da Galileia e de sua família — Jesus nasce, morre e vive como judeu de origem camponesa, tinha ótica camponesa de encarar o mundo. Não se admite que um líder de gente pobre e explorada tivesse dinheiro para comprar um terreno e construir coisas caras como esses ossários? E o nome Jesus é muito comum — sustenta André Chevitarese, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Autor de livros como Jesus Histórico — Uma Brevíssima Introdução, Chevitarese compara o movimento liderado por Jesus, de judeus oprimidos pelos romanos, com a Coluna Prestes na República Velha. — Eles não podiam parar. As autoridades estavam sempre no calcanhar deles — compara. E acrescenta: — Não se encontram ossos de judeus crucificados — diz Chevitarese. Francisco Marshall, que desde 1996 lidera projetos arqueológicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em Israel, é ainda mais cético. Diz ser "impossível" qualquer conclusão da sua área sobre o tema, pois os escritos evangélicos não são contemporâneos aos episódios narrados e porque "um miserável seminômade" como Jesus não deixaria vestígios.
O túmulo da família de Jesus
Fato ou ficção?
Os ossos de Jesus foram descobertos?
O túmulo de Jesus Cristo foi descoberto em Talpiot, subúrbio de Jerusalém? Em um documentário de TV da Discovery Channel de 2007, o produtor James Cameron (Titanic) e o diretor judeu Simcha Jacobovici tentaram provar que o sepulcro e os ossos de Jesus foram descobertos próximos a Jerusalém. Cameron e Jacobovici ainda citaram evidências de que Jesus teria tido um filho com Maria Madalena. Se o túmulo de Jesus tiver de fato sido descoberto, toda a história cristã foi baseada em uma falsa premissa—a de que Jesus ressuscitou fisicamente dentre os mortos e foi visto vivo por mais de 500 seguidores, passou 40 dias ensinando seus discípulos e ascendeu aos céus. Mas antes de os envolvermos em outra conspiração tipo Da Vinci, vamos observar os fatos por trás das declarações de Cameron.
Os fatos declarados:
1. Em 1980, dez caixas de ossos de calcário (ossuários) datados do primeiro século, foram descobertos em um túmulo escavado em Talpiot, subúrbio de Jerusalém. 2. Seis inscrições foram descobertas com nomes similares a ou iguais à família e discípulos de Jesus Cristo: Jesus, filho de José, Maria Mariamene e Mara Mateus Jofa Judá, filho de Jesus. 3. Cameron tenta provar que Mariamene e Mara é Maria Madalena e que ela e Jesus tiveram um filho chamado “Judá, filho de Jesus”. 4. As análises de DNA identificaram que os tecidos dos ossuários de Jesus e Mariamene e Mara não tinham parentesco, aumentando a possibilidade de terem casado e tido um filho.
Verificando a evidência
Então, qual a probabilidade de este ser o túmulo de Jesus? De acordo com Cameron e Jacobovici, a probabilidade estatística desses nomes pertencerem a outra família que não a de Jesus Cristo é de 600 contra 1. Contudo, os estudiosos contestam muitas das premissas das interpretações desses fatos. Vejamos: 1. É verdade que esses ossuários foram descobertos em um túmulo antigo. Porém milhares de túmulos similares foram descobertos em Jerusalém. E ossuários eram muitas vezes usados para conter os ossos de mais de um indivíduo. De fato, de acordo com Dr. Craig Evans, PhD, autor de Jesus and the Ossuaries, o túmulo continha ossos de cerca de 35 indivíduos diferentes, e cerca de metade eram desses ossuários. Evans também observou que havia contaminação considerável no local. 2. Cameron e Jacobovici estão corretos sobre os nomes que afirmam estar indicados nos ossuários? Não, de acordo com muitos especialistas. Alguns foram escritos em aramaico, outros em hebraico e outro em grego. Isto indica que não foram enterrados no mesmo período. Não está claro que “Jesus” está indicado em nenhum desses ossuários. A análise da equipe pessoal do Dr. Evans do ossuário foi inconclusiva. Stephen Pfann, um estudioso bíblico da Universidade da Terra Sagrada em Jerusalém, também não está certo que o nome “Jesus” no recipiente foi lido corretamente. Ele pensa que é mais provável ser o nome “Hanum”. A escrita semita antiga é notavelmente difícil de decifrar. Além disso, deve-se notar que os nomes Jesus, Maria e José eram extremamente comuns no primeiro século. Cerca de 25% das mulheres do tempo de Jesus chamavam-se Maria. José também era um nome comum. E cerca de um décimo possuía o nome “Jesus”. Dr. Evans indica que aproximadamente 100 túmulos foram descobertos em Jerusalém com o nome “Jesus” e 200 com o nome “José”. O nome “Maria” está em muitos outros. Cada nome, com exceção de Mariamene, parece comum a este período e somente em 1996 que a BBC realizou um filme sugerindo que, dada a combinação, poderia ser uma família. A ideia foi eventualmente deixada de lado, pois, como afirmado pelo estudioso do Novo Testamento Richard Bauckham, “os nomes com ressonância bíblica são tão comuns que mesmo ao testar a probabilidade de um grupo, as chances de ser a família do famoso Jesus são muito baixas”. 3. A base estatística para toda a teoria de “Túmulo de Jesus” ergue-se ou recai sobre a questão de Maria Madalena. O nome Mariamene e Mara significa Maria Madalena, como tentaram provar Cameron e Jacobovici? Não, de acordo a maioria dos especialistas. Esta interpretação simplesmente não é baseada em evidências. Bauckham observa: “o primeiro uso de ‘Mariamene’ para Madalena data de um estudioso nascido em 185, sugerindo que Madalena não teria sido chamada assim no momento de sua morte.” Então, mesmo que Cameron e Jacobovici tenham obtido a ajuda de um estatístico, Andrey Feuerverger, para prover suporte ao seu caso, seus números baseiam-se em premissas contestadas pela maioria dos estudiosos. De fato, Feuerverger admite que as premissas foram fornecidas a ele por Jacobovici e que o grande fator em seus 600 contra 1 é a identidade de Mariamene e Mara como Maria Madalena. Feuerverger defende seu papel em uma entrevista para o Scientific American: “de fato eu permiti que o número um em 600 fosse usado no filme—estou preparado para corroborar isto, mas segundo o entendimento de que esses números foram calculados com base em premissas que me foram solicitadas utilizar”. Todavia, a análise estatística do Dr. Randy Ingermanson indica que há menos de uma chance em 10 mil que este seja o túmulo de Jesus de Nazaré. 4. E quanto aos testes de DNA? Isso não prova que Jesus está naquele túmulo? Examinemos com mais detalhes o que o teste de DNA mediu. Com resíduos (não havia ossos para examinar) dos ossuários que Jacobovici identificou como pertencentes a Jesus e Mariamene, foi usado teste de DNA mitocondrial para ver se eram aparentados. Os resultados provaram negativo, indicando que os dois indivíduos não poderiam ser aparentados pelo lado materno. Ele presume então que os dois eram casados. Mas Bauckham não ficou impressionado. Ele escreve: “e se ‘Jesus’ e ‘Mariamene’ não eram aparentados pela linha materna, por que concluir que eram marido e mulher em vez de aparentados pela linha paterna?” É o fato de que esses nomes em particular foram descobertos no mesmo túmulo que incendiou a especulação que de era de fato o túmulo de Jesus. Mas muitos estudiosos acreditam que Cameron e Jacobovici distorceram as evidências para construir um caso onde não havia. Além disso, existem muitas questões contraditórias que precisam ser respondidas antes de chegar a uma conclusão que desbanca séculos de estudo histórico.
O túmulo da família de Jesus
Se realmente era o túmulo de Jesus–
1. Por que Cameron e Jacobovici não citam estudiosos que discordam com suas conclusões? Por exemplo, em 1996, quando a British Broadcasting Corp. exibiu um curto documentário sobre o mesmo tema, arqueólogos contestaram as afirmações. Na verdade, a maior parte dos arqueólogos debatem as afirmações. 2. Visto que o costume era enterrar os mortos em sua cidade natal, por que o túmulo de Maria e José estaria em Jerusalém em vez de Nazaré? O pesquisador do Oriente Médio e antropologista bíblico Joe Zias declara: “isto não tem nada a ver com Jesus, ele era conhecido como Jesus de Nazaré, não Jesus de Jerusalém e se a família fosse abastada o suficiente para poder ter um túmulo, o que provavelmente não eram, teria sido em Nazaré, não em Jerusalém”. Zias refuta as afirmações de Cameron como “desonestas”. 3. Por que os inimigos de Jesus, os líderes judeus, não expuseram o túmulo? Eles procuraram por toda Jerusalém evidências do corpo de Jesus, dizendo que os discípulos de Jesus o haviam roubado. Eles odiavam Jesus o suficiente para querer crucificá-lo e ficariam exultados em descobrir seu túmulo, se de fato existisse. 4. Por que os romanos não expuseram as inscrições como pertencentes a Jesus? Os soldados romanos controlavam toda a cidade de Jerusalém e sabiam que o corpo havia sumido do túmulo que tinham guardado. 5. Por que nenhum historiador romano ou judeu da época escreveu sobre o túmulo? Nenhum historiador da época menciona o túmulo em questão. 6. Por que o ossuário de Tiago, que foi identificado como falsificação, foi citado por Cameron e Jacobovici como uma das razões da validade do túmulo? O correspondente da CBS News Mark Philips relata que “o paradigma arqueológico juntou-se para classificar estas afirmações como falsas. Esta é a segunda vez que o Discovery Channel está envolvido em afirmações controversas sobre um túmulo antigo”, relata Phillips. “O homem por trás do caso anterior está sendo julgado por falsificação.” Ben Witherington, um especialista do cristianismo antigo que envolveu-se profundamente com o Ossuário de Tiago, declara: “existem razões de ordem física para acreditar que este não poderia ter sido originado no terreno de Talpiot”. 7. Por que Jacobovici e Cameron esperaram até antes da páscoa para lançar o livro e o documentário? Amos Kloner, o primeiro arqueólogo a examinar o local, disse que a ideia não se mantém de acordo com os padrões arqueológicos, mas é rentável para a televisão. “Eles só querem o dinheiro”, disse Kloner. 8. Por que os discípulos de Jesus aguentariam torturas por afirmar que ele ressuscitou se soubessem que isso fosse um golpe? O estudioso do Novo Testamento Darrell Bock pergunta: “por que a família ou seguidores de Jesus enterrariam seus ossos em um terreno da família e depois sairiam pregando que ele havia fisicamente ressuscitado dentre os mortos?”
O túmulo da família de Jesus
Perguntando aos especialistas
Stephen Pfann, que foi entrevistado no documentário, disse que a hipótese do filme possui pouca força. “Eu não acho que nenhum cristão vá acreditar nisso”, disse Pfann. “Mas os céticos, em geral, gostariam de ver algo que mostra as falhas da história na qual tantas pessoas acreditam.” “Qual a probabilidade?” Pfann disse. “Em uma escala de um a dez – dez sendo completamente possível – seria provavelmente um, talvez um e meio.” Osnat Goaz, oradora da agência israelense do governo responsável pela arqueologia, disse que a Autoridade de Antiguidades concordou em enviar dois ossuários para Nova Iorque, mas eles não continham restos mortais humanos. “Concordamos em enviar os ossuários, mas isso não significa que concordamos com as pessoas que fizeram o filme”, disse ela. William Dever, um especialista em arqueologia e antropologia do Oriente Médio que trabalhou com arqueólogos israelenses por cinco décadas, disse que os especialistas tinham conhecimento dos ossuários já há muitos anos. “O fato de ter sido ignorado significa algo”, disse Dever, professor emérito da Universidade do Arizona. “Seria até engraçado se não tivesse enganado tantas pessoas.” De fato, Cameron e Jacobovici não são os únicos a afirmar que o túmulo de Jesus foi descoberto. Vejamos outros que citaram “evidências” em livros e sites:
Veredito dos especialistas
Então o túmulo de Jesus foi mesmo descoberto? Para saber, vamos ouvir os especialistas líderes. Jodi Magness, uma arqueóloga da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, expressou irritação com o fato de as declarações terem sido feitas em uma conferência de notícias em vez de um artigo científico revisado pela classe. Ao irem diretamente para a mídia, disse, os cineastas “colocaram a questão como um debate acadêmico legítimo, quando a grande maioria dos estudiosos especializados na arqueologia do período rejeitou-na completamente”. Magness observou que no tempo de Jesus, as famílias ricas enterravam seus mortos em túmulos talhados à mão em rocha sólida, colocando os ossos em nichos nas paredes e posteriormente transferindo-os para ossuários. Ela disse que Jesus veio de uma família pobre que, como a maioria dos judeus da época, provavelmente teria enterrado seus mortos em covas comuns. “Se a família de Jesus tivesse sido rica o suficiente para adquirir um túmulo de rocha talhada, teria sido em Nazaré, não em Jerusalém”, diz ela. Magness também disse que os nomes nos ossuários de Talpiot indicam que o túmulo pertencia a uma família da Judeia, a área nos arredores de Jerusalém, onde as pessoas eram conhecidas por seu primeiro nome e nome do pai. Como galileus, Jesus e os membros da sua família teriam usado o primeiro nome e a cidade de nascimento, conta ela. “Todo o caso é falho do início ao fim”, afirma. E esta conclusão parece ser o consenso de grande parte dos arqueólogos. Como um estudioso imparcial que vem escavando locais antigos em Israel por 50 anos, William G. Dever compartilha sua opinião. Ele é amplamente considerado o mestre da arqueologia bíblica entre os estudiosos dos EUA. Dever escreve: “Não sou cristão. Não tenho crença. Eu não tenho nada a ver com essa briga, eu apenas acho que é uma vergonha a maneira que a história está sendo exposta e manipulada.”
A ressurreição de Jesus: mito ou realidade
Além do túmulo, a questão não respondida por muitos é: quais evidências existem no século 21 que prova ou refuta a ressurreição de Jesus? A recente atenção da mídia sobre “O túmulo da família de Jesus” pede uma investigação verdadeira por evidências. Alguns céticos pensaram que não havia evidências e começaram a escrever livros para negar a ressurreição de Jesus. Quais evidências surpreendentes eles descobriram? Clique aqui para ver as evidências da declaração mais fantástica feita—a ressurreição de Jesus Cristo!
“Por que Jesus?” examina a questão se Jesus é ou não relevante nos dias de hoje. Jesus pode responder as grandes questões da vida: “Quem sou eu?” Por que estou aqui? E, “Para onde estou indo?” Catedrais vazias e crucifixos nos levam a pensar que Ele não nos pode responder, e que Jesus nos deixou a mercê de um mundo fora de controle. Mas Jesus fez afirmações acerca da vida e do propósito aqui na terra, que necessitam ser examinadas antes que se escreva algo que fale de alguma espécie de impotência da Sua parte. Este artigo examina o mistério do porque de Jesus ter vindo à terra
Arqueólogos abrem túmulo de Jesus pela primeira vez em 500 anos
A suposta pedra que recebeu o corpo de Jesus Cristo fica na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém
Se você perguntar para um cristão qual o lugar mais sagrado da Terra, com certeza ele dirá que é a cidade de Jerusalém, em Israel, que guarda a memória viva das passagens descritas na Bíblia, incluindo a gruta que recebeu o corpo de Jesus Cristo. Hoje, esse local se encontra dentro da Igreja do Santo Sepulcro, que é administrada por católicos, ortodoxos gregos e pelos coptas egípcios e sírios. Em outubro de 2016, arqueólogos da revista National Geographic e da Universidade Técnica Federal de Atenas, na Grécia, tiveram acesso à edícula (espécie de capela) que foi construída sobre a suposta pedra que serviu de túmulo para Cristo.
Pela primeira vez desde 1555, o local em que se acredita ter sido testemunha do sepultamento e da ressurreição do Messias do cristianismo foi aberto ao público. "O mármore que cobre a tumba foi retirado e ficamos surpresos pela quantidade de material que estava sob ele. Precisaremos fazer muita análise científica, mas finalmente teremos a oportunidade de observar a superfície da rocha que, de acordo com a tradição, recebeu o corpo de Cristo", diz o arqueólogo Fredrik Hiebert, da National Geographic Society, em matéria publicada no site da famosa revista.
Segundo a Bíblia, após ser crucificado pelos romanos há mais de 2 mil anos, o corpo de Jesus Cristo foi colocado pelo fariseu José de Arimateia num túmulo de granito esculpido dentro da gruta localizada onde hoje temos a Igreja do Santo Sepulcro. Claro que os cientistas não encontraram nenhum vestígio do corpo dele, pois, como dizem os evangelhos, no terceiro dia o Filho de Maria teria ressuscitado.
Vale lembrar que o local que teria sido usado no sepultamento de Jesus fica a alguns metros do Monte Calvário, onde, de acordo com o texto bíblico, ele foi pregado na cruz e acabou falecendo.
A gruta que supostamente recebeu os restos mortais de Cristo foi transformada em local de adoração do cristianismo por Helena, mãe do imperador romano Constantino, no ano de 326 d.C. Ela pediu que fosse construída uma igreja sobre o túmulo sagrado. Com o tempo, graças a várias batalhas pela conquista de Jerusalém, o templo religioso foi destruído e reconstruído diversas vezes. A atual edícula, que guarda o Santo Sepulcro, foi construída no início do século XIX.
Como é o tour secreto pela necrópole do Vaticano
Não é novidade que a Basílica de São Pedro foi construída em cima de outro templo que por sua vez havia sido construído por cima do antigo Circo de Nero. Agora vocês sabiam que existe uma cidade inteira embaixo do Vaticano? E que é possível fazer esse tour subterrâneo?
Nós também não sabíamos da existência desse passeio pelas catacumbas do Vaticano até uma noite com amigos, onde entre cervejas e batata frita um deles nos falou que ouviu falar desse “tour secreto”. Já com a nossa viagem marcada para Roma, partimos para pesquisar sobre esse tour e agora vamos te poupar esse trabalho e já deixar todos os passos bem explicados para vocês.
O que é a Necrópole do Vaticano
Já contamos um pouco da história da Basílica de São Pedro no post anterior. Em resumo, a construção que vemos hoje é uma terceira versão do templo em homenagem à São Pedro. Ele foi construído em cima da antiga Basílica construída a mando do Imperador romano Constantino, que por sua vez fora construído em cima do Circo de Nero e de uma verdadeiracidade.
Por que esse lugar? Porque acredita-se que o apóstolo Pedro tenha sido enterrado lá e foi buscando comprovar essa hipótese que entre 1939 e 1950 ocorreram escavações para procurar o túmulo do santo.
Os arqueólogos encontraram muito mais do que uma tumba, mas casas, paredes e vários outros túmulos que contam um pouco da história da Roma antiga; além do primeiro “templo” em homenagem à São Pedro. Essa “cidade subterrânea” se tornou um grande segredo durante muito tempo principalmente para mantê-la preservada, mas o Vaticano acabou optando por abrir um tour guiado exclusivo para pequenos grupos. Assim, para conseguir um lugar é preciso se planejar bastante e seguir alguns passos:
Como reservar seu lugar no tour secreto
O tour pela Necrópole é organizado pelo Ufficio Scavi, o Escritório de Escavações do Vaticano. Eles são responsáveis por tudo: pelo horário, pelos guias, pela quantidade de pessoas em cada passeio. São eles que definem quem vai e quando vai no passeio.
Assim, a primeira dica para quem quiser se inscrever para conhecer a Necrópole é: esteja disponível. Quanto mais opções de dias e horários você oferecer ao Escritório, mais chances você terá de conseguir uma vaga.
O tour é guiado e é organizado por idioma. Isso quer dizer que o guia provavelmente será nativo da sua língua e que todas as informações só serão dadas também nesse idioma. O que nos leva à segunda dica, quanto mais línguas você escolher para o passeio, mais chances também de conseguir um lugar. Mas só faça isso se você realmente dominar outros idiomas.
As reservas são feitas por e-mail, onde é preciso escrever o número de pessoas que pretendem fazer o tour, o nome completo de cada um, sua nacionalidade, disponibilidade e idiomas falados. O ideal é enviar esse e-mail em inglês ou italiano (só se você souber, nada de Google Translator). Envie essas informações por e-mail para esses endereços: scavi@fsp.va e uff.scavi@fabricsp.va e aguarde pela resposta.
A boa notícia é que eles respondem bem rápido. Mandamos o e-mail e já no dia seguinte recebemos a confirmação de reserva e o link para o pagamento do ingresso. Sim, o pedido de reserva só está completo após o pagamento do ingresso que custa € 13 cada. Logo após o pagamento recebemos o e-mail com todas as informações e orientações sobre o passeio como horário, idioma e como chegar no ponto de partida.
Regras de visitação
Lugar considerado santo, sítio arqueológico… É claro que vão existir muitas regras para sua visitação.
Menores de 15 anos não podem fazer o passeio;
Os grupos são formados por no máximo 12 pessoas separados por idiomas;
Homens devem usar calça comprida e mulheres roupas com ombros e joelhos cobertos;
Não é permitido fotografar nenhuma parte do passeio e nem levar bolsas grandes como mochilas, por exemplo.
Agora vamos a como é o tour secreto
Chegamos com antecedência de acordo com as orientações do e-mail do Ufficio Scavi, passamos por um portaria vigiada e com detector de metais.
A guia que no nosso caso era uma brasileira nos encontrou e conduziu todo o grupo para a primeira parte do passeio. A primeira orientação é o silêncio já que se trata de um lugar santo. Isso não quer dizer que você tenha que ficar absolutamente calado durante todo o tempo, mas que nada de gritar para chamar a atenção uns dos outros.
Aos poucos vamos descendo pelos níveis da Basílica de São Pedro. À medida que descemos os espaços se tornam mais apertados e úmidos. Mais alguns lances e estamos no que era uma antiga rua da Roma antiga. É possível ver portas e até janelas.
Muitos desses espaços foram usados como tumbas e para fins de nivelamento do solo, tiveram seu telhado cerrados. Imaginar que as pessoas andavam por ali e que tudo estava a céu aberto é a parte mais louca desse passeio.
O túmulo de São Pedro
O túmulo de São Pedro não é o único que se vê no passeio. Antes de chegar à “estrela” do passeio, conhecemos um pouco dos costumes da época em relação ao enterro dos mortos. É interessante ver como em algumas tumbas símbolos do catolicismo (religião perseguida nessa época) se misturam com a mitologia egípcia. Não é permitido tirar fotos durante o passeio. Essas imagens foram retiradas de reportagens feitas quando o Papa Francisco visitou a Necrópole do Vaticano.Ao chegar ao suposto túmulo de São Pedro é possível ver parte do primeiro “monumento” construído em sua homenagem. Como ele está bem embaixo da Basílica, trata-se de um área com grande segurança e proteção nas paredes e colunas de sustentação e os visitantes só podem ver uma pequena parte de suas pequenas colunas.
Isso porque o Imperador Constantino envolveu esse pequeno altar em uma caixa que era o altar original da primeira Basílica. Conseguiram acompanhar? Caso, não se preocupem que a explicação da guia é perfeita e com várias curiosidades históricas.
O passeio também passa por uma capela secreta dentro da Basílica, pelos túmulos de vários Papas e por trás da caixa onde estariam os restos mortais de Pedro, a mesma que é possível ver parte de cima da Basílica de hoje.
O tour dura uma hora e meia e a guia se despede do grupo já no nível da Basília de São Pedro atual. Isso quer dizer que já saímos dentro da Basílica e pulamos a fila gigantesca que se forma para a entrada.
Vale a pena o tour pela necrópole do Vaticano?
O tour vale muito a pena para quem é religioso, principalmente católico. Não é um passeio indicado também para pessoas muito agitadas e que tenham algum tipo de problema com lugares fechados. Todo o tour é feito de forma bem “respeitosa” e com calma. Por isso mesmo não é e nem deve ser considerado um ponto turístico, mas sim um lugar de peregrinação ou de interesse histórico.
Para você saber se esse passeio é a sua vibe ou não, veja o tour virtual que já dá uma ideia de como é no subterrâneo do Vaticano.
Praça de São Pedro e Basílica no Vaticano
O Vaticano é uma cidade-Estado, sede da Igreja Católica. Embora em um primeiro momento pareça ser um destino religioso, mesmo quem não é católico, que pertença a outra religião ou mesmo a nenhuma, vai reconhecer a beleza da Praça de São Pedro e da Basílica que também leva o nome do santo.
A Basílica de São Pedro é o principal prédio da Igreja Católica e foi durante muitos anos o símbolo maior de seu poder. Tudo é grandioso e foi ampliado ao longo dos anos para parecer mais e mais imponente. Também foi construída e decorada como um grande obra-de-arte em si com artistas como Michelangelo, Rafael e Bernini.
Para chegar no Vaticano saindo de Roma é bem fácil e contamos todos os detalhes nesse post, assim como os melhores dias e horários para ver o Papa. Agora vamos falar como foi visitar a Praça e a Basílica de São São Pedro.
Praça de São Pedro
A Praça de São Pedro é grandiosa e ampla. Ao centro um obelisco egípcio que foi retirado na época da dominação do Império Romano sob o Egito e mais tarde levado à Roma pelo Imperador Calígula (por sinal, Roma inteira tem obeliscos que foram retirados do Egito – ainda fico intrigada como eles conseguiam transportar aquilo tudo). Com a conversão de Roma ao catolicismo, foi colocada uma cruz no topo do obelisco para simbolizar a “vitória da fé católica”.
A Praça é cercada por altas colunas que foram projetadas para formar uma espécie de abraço e ao mesmo tempo concentrar as atenções à Basílica de São Pedro ao centro.
Antes de irmos, lemos um relato onde o blogueiro falava que teve que passar por detectores de metal para entrar no Vaticano. Quando fomos, em setembro de 2015, não tivemos que passar por nenhum detector e todos os acessos estavam livres. Também optamos por não ir num dia de benção do Papa.
Basílica de São Pedro
Como falamos em Vaticano- como e quando visitar o Papa, para entrar na Basílica é preciso enfrentar uma fila por vezes gigantesca. Para pular essa fila existe a opção de comprar o ingresso para visitar a cúpula ou fazer o passeio pela necrópole no subterrâneo da Basílica.
A Basílica de São Pedro foi construída ali por ser o local onde acredita-se que o apóstolo Pedro tenha sido enterrado. No local ficava o Circo de Nero, onde entre outros “espetáculos” aconteciam execuções. Com a conversão ao catolicismo do Imperador Constantino, esse ordenou que lá fosse construído um templo em homenagem ao apóstolo.
Com o passar dos anos e o enriquecimento da Igreja Católica o projeto inicial de Constantino foi derrubado para dar lugar ao imponente projeto que hoje vemos no Vaticano. A obra mobilizou grandes artistas e acima de tudo, muito dinheiro. Dentre as muitas polêmicas envolvendo a Igreja, a venda de indulgências (venda do perdão papal a pecadores) foi uma das formas de levantar dinheiro para a construção da Basílica e um dos motivos que provocaram o que se tornaria a Reforma Protestante; muito do mármore utilizado na Basílica também foi retirado Coliseu de forma totalmente indiscriminada.
Entrar na Basílica é como tomar a pílula da Alice e diminuir. Tudo parece absurdamente grande e é difícil saber para onde olhar primeiro. La Pietá de Michelangelo, que sempre vemos em livros na escola, está lá e é bastante disputada. Assim como a Monalisa no Louvre, vale a pena deixar a foto de lado e só admirá-la por alguns momentos.
No centro da Basílica, abaixo da cúpula está o suposto túmulo de Pedro (que vimos também por baixo e por trás no passeio subterrâneo).
Embora seja acima de tudo um templo, é difícil encontrar alguém rezando. Bancos mesmo, só existem em uma parte reservada passando o ponto da cúpula.
Não se importe com o tempo e aprecie cada minuto da visita, pois uma vez fora, não é possível mais voltar senão pela fila gigante.
Existe um audio-guia, mas como viemos do passeio do subterrâneo já saímos dentro da Basílica e nem vimos onde ele é oferecido.
E se você é daqueles que gosta enviar cartões postais por onde passa, logo no lado esquerdo da Basílica (de quem ve de frente) há um correio.
É seguindo por ali também que é a entrada para o passeio subterrâneo. Quer fazer esse passeio também? Nós contamos tudo em
Atenas – muito mais que uma cidade histórica
Conhecer Atenas era um dos meus sonhos de viagem desde criança. E não faltam motivos para sonhar com essa cidade. Ela foi um dos mais importantes centros culturais, intelectuais e econômicos da Antiguidade, junto com Roma. Foi símbolo de um dos Impérios mais importantes da história do mundo; berço da civilização ocidental, da Democracia, Filosofia e tantas ciências… Mas verdade seja dita, para as crianças dos anos 1990, o primeiro encantamento com a Grécia e em especial com Atenas veio com Os Cavaleiros do Zodíaco.
Atena – deusa da sabedoria e das artes
Atenas ganhou esse nome em homenagem a deusa mitológica Atena. Na mitologia grega Atena, filha de Zeus, e Poseidon, irmão deste, disputaram entre si para ser o protetor(a) da cidade. Poseidon, deus dos mares, teria dado aos cidadãos da cidade, a água do mar, ou seja, água salgada e de pouca utilidade na sobrevivência humana. Atena, em seguida, deu aos cidadãos a primeira oliveira, árvore que poderia alimentar a população. O mito dessa disputa ainda conta que após Atena ser declarada a protetora da cidade, Poseidon jurou que Atenas nunca teria água suficiente para seus moradores, problema que persiste desde a Antiguidade até os dias de hoje.
Modelo das esculturas que ficavam no topo do Partenon. Representam a disputa entre Atena e Poseidon pelo domínio da cidade. É possível ver quais deuses teriam ficado no lado de quem , segundo a mitologia grega. Como a escultura original foi destruída, essa réplica em escala bem menor está no Museu da Acrópole.
A oliveira virou o símbolo de Atenas, assim como o culto à sabedoria e as artes (atividades também vinculadas a Atena) se tornaram grandes pilares da cidade. Com mais de três milênios de idade, Atenas também sofreu com o tempo e a má administração de recursos, mas ainda impressiona ao conservar muitos resquícios da sua era de ouro.
Atenas histórica
Atenas sempre chamou a atenção de seus visitantes pelo turismo histórico. Enquanto nas ilhas gregas a estrela é a natureza, em Atenas o que impressiona é o homem. Como o ser humano conseguiu construir templos e monumentos tão lindos e grandiosos? Como é possível que alguns deles ainda estejam em pé mais de 2 000 anos depois?
Em Atenas está a tão famosa Acrópole com o que restou de vários monumentos em homenagem aos deuses mitológicos como o Partenon, templo dedicado à Atena, e também o teatros como o de Dionísio. Otemplo de Zeus Olímpico também é um representante dessa época de ouro da Grécia.
O novo Museu da Acrópole foi construído para servir de apoio aos visitantes que vão até a Acrópole. Nele não só encontramos mais “pedaços” de muitos templos que foram destruídos ao longo dos anos, restaurações, modelos de como eram monumentos e vídeos multimídias que ajudam muito a ter a real dimensão do que era Atenas.
Reflexo dos anos de dominação romana, perto do Templo de Zeus está o Arco de Adriano, construído pelo Imperador Romana de mesmo nome. E a Igreja de Panaghia Kapnikarea é uma das igrejas ortodoxas mais antigas da cidade, símbolo de um momento de transição da fé na mitologia grega para a fé cristã, difundida pelo Império Romano após Constantino.
O Estádio Panatenaico foi o palco dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna. Ele foi totalmente construído em mármore tão branco que chega doer os olhos e até hoje é utilizado em cerimônias esportivas como recepção dos atletas gregos vindos de uma Olimpíada, por exemplo. O Estádio também guarda um museu sobre as Olimpíadas com relíquias como as tochas usadas em cada evento desde a sua “recriação” em 1895.
Atenas boêmia
Atenas também é uma cidade com agradáveis bairros boêmicos como Plaka. O bairro fica bem no centro da cidade, perto da Acrópole e demais pontos turísticos. É conhecido por seus restaurantes e bares que enchem de vida as ruas de Atenas. É um ótimo lugar para se hospedar (nós ficamos no Phaedra Hotel, bem em frente da Igreja de Panaghia Kapnikarea e a minutos da Acrópole e do Arco de Adriano) ou visitar a noite e curtir um pouco de música típica e as delicias da comida grega.
Atenas moderna
Minha primeira impressão de Atenas foi horrível. Saindo de Zakynthos, tivemos que passar rapidamente pela cidade para pegar o ferry até Mykonos. Chegamos na rodoviária de Atenas e a sensação foi de estar em centro urbano como tantos outros do planeta. A rodoviária tinha aspecto velho e sujo. Foi bem difícil conseguir alguma informação. Mesmo no balcão “de informações” a atendente não sabia informar sobre os ônibus para pegar até o porto (de onde deveríamos pegar o ferry até Mykonos).
O porto principal de Atenas é o Piraeus, de onde chegam e saem ferries para Mykonos, Santorini e outras ilhas. Quando finalmente conseguimos chegar em Piraeus o último ferry para Mykonos já havia partido. Tivemos que pegar um ônibus até o Porto Rafina, do outro lado de Atenas, para conseguirmos embarcar. Com isso demos uma volta pela parte menos turística de Atenas, que me lembrou e muito o Rio de Janeiro. Ambas as cidades tem áreas mais favorecidas, mais limpas e cuidadas; assim como também a parte mais suja e de certa forma esquecida. Gostei de ter visto esse lado. Em Mykonos mesmo conhecemos uma senhora (brasileira) que viaja com a filha que falava com certo orgulho como Atenas era linda e limpa e como as cidades eram esquecidas e entregues a sujeira e ao caos. Obviamente ela só conheceu Plaka de toda Atenas…
Acrópole e Partenon – passeio inesquecível em Atenas grande estrela de Atenas definitivamente é a Acrópole que, mesmo com milênios de idade e tendo passado por diversas invasões (e apropriações), ainda está lá lembrando como Atenas e a Grécia já foram um poderoso império que inspirou as bases de toda a sociedade Ocidental.
Acrópole de Atenas
Acrópole ou Acrópolis significa algo como “cidade alta”. Embora quando pensamos em Grécia e especialmente em Atenas, pensemos em casinhas brancas e templos com grandes colunas, a grande maioria das casas dos cidadãos, que ficava na parte baixa da cidade, era feita de barro. Os principais templos e teatros foram construídos na parte alta da cidade e todo o seu conjunto é o que hoje chamamos de Acrópole.
Estima-se que a Acrópole tenha começado a ser construída do jeito que a conhecemos hoje no século V a.C. O próprio Partenon, templo máximo dedicado à deusa, foi construído no topo da colina como símbolo de que Atena estava olhando pela cidade. Ao mesmo tempo, todos os cidadãos podiam olhar para Atena também.
Quando finalmente saímos do metrô e já de noite chegamos no bairro de Plaka e íamos em direção ao nosso hotel, foi uma emoção única de repente ver ao fundo no alto da colina, iluminados, a Acrópole e seu Partenon. É como um turista que vai ao Rio de Janeiro pela primeira vez se dá conta de que o Cristo Redentor está logo ali; que o que por anos antes só tinha visto em fotos e livros estava agora tão perto.
É possível ver o Partenon de vários pontos de Atenas, assim como lá de cima é possível ver não só outras partes da Acrópole como monumentos fora dela, como o Templo de Zeus Olímpico, por exemplo.
O que ver na Acrópole
Teatro de Dionísio
A primeira construção ainda “reconhecível” que encontramos foi o Teatro de Dionísio. Ele fazia parte de um santuário dedicado à Dionísio, deus do vinho, e foi o único que sobreviveu ao tempo. Conta-se que era o mais importante teatro da Grécia Antiga e onde eram apresentadas ao público as tragédias (como eram chamadas as encenações teatrais) com direito a espaço para orquestra.
É possível andar por todas as suas arquibancadas e no antigo palco.
Teatro de Herodes / Odeon de Herodes
O Teatro de Herodes, também chamado de Odeon de Herodes Ático é ainda maior que o Teatro de Dionísio. Foi construído já no período de dominação do Império Romano, o que explica alguma das semelhanças com o Coliseu.
Os barcos da arquibancada foram escavados usando a própria colina onde ele foi construído, diferente da arquibancada construída em pedras do Teatro de Dionísio. Também foi usado mármore no palco central e o principal: ele tinha capacidade para 5 000 espectadores!
Originalmente ele ainda era coberto (daí ser conhecido também como Odeon, que é um tipo de teatro coberto) e mesmo tendo sofrido bastante com o tempo (e invasões, claro) ele hoje ainda é usado em algumas cerimônias. Quando fomos parecia que ia acontecer o lançamento de algum CD de um artista ou algo parecido.
Ele não é aberto ao público e a única forma de vê-lo é de cima.
Entrada para o Partenon – Propileus
Para que os cidadãos gregos pudessem visitar o templo de Atena eles tinham que passar por grandiosos portões chamados Propileus. O primeiro deles foi construído antes até do lugar se tornar um santuário dedicado à deusa e passou por modificações e ampliações ao longo dos anos.
O motivo dessas escadas é o terreno totalmente irregular da colina. O resultado é que você sente que realmente está entrando em outro mundo.
Partenon / Parthenon
Ao passar pelo Propileus finalmente chegamos ao Partenon (ou Parthenon). Esse é o templo máximo dedicado a Atena. No Museu da Acrópole existe uma sessão de vídeo que conta com detalhes a história do Partenon desde sua construção. Mostra como ele era por dentro, suas cores originais e o que foi acontecendo com ele após as dominações e invasões sofridas pela Grécia.
O templo foi construído no lugar do que fora destruído durante a invasão dos Persas. Dessa vez, os gregos resolveram fazer um templo ainda maior, mais refinado e tudo o que era considerado de mais fino e belo na época. Além do culto à Atena, o Partenon era usado como um prédio do governo, onde era a tesouraria e uma espécie de cofre das moedas e riquezas da cidade. Após a dominação do Império Romano, o templo foi abandonado. Entre as coisas bizarras que aconteceram com ele foi a sua transformação em uma igreja católica dedicada à Maria (assim como também aconteceu com o Coliseu) e posteriormente em uma mesquita.
Com tantas guerras e invasões até um tiro de canhão o Partenon levou e o golpe final foi a retirada de estátuas e peças inteiras de seu interior com a desculpa de “resgate de obras de arte”. O governo grego conseguiu reaver muitas das obras e pedaços (literalmente) que foram retirados de toda a Acrópole e criou o Museu da Acrópole, mas ainda existem muitas peças no British Museum, que se nega a devolver seu acervo dizendo que o está protegendo. As partes mais onde a coluna é mais branca já são “remendos”. São reconstruções para impedir que o resto da estrutura desabe.Bem à frente do Partenon existem um mirante com a bandeira grega. O espaço é perfeito para aquela foto com o templo como cenário.
Templo Erecton
O Erecton é um tempo dedicado a Atena e a Poseidon e ele é citado dentro do mito que fala da guerra entre os dois deuses pelo patronado da cidade de Atenas. Mas o que infelizmente hoje chama mais a atenção são as colunas em forma de mulheres. Nenhuma das colunas existentes ali é original. Cinco das seis colunas foram movidas para o Museu da Acrópole por motivo de conservação e proteção. A sexta foi roubada e hoje também está no British Museum.
Dicas práticas para visitar a Acrópole e o Partenon
Qual é o melhor horário para visitar?
A Grécia é um destino de verão e esqueça esse papo de “sou brasileiro, estou acostumado”. O calor é pesado por lá, ainda mais porque tempo de luz do dia durante essa época é mais longo, com o sol se pondo depois entre as 19h e 20h. Sendo assim, uma dica super importante para visitar a Acrópole é evitar horários em que o sol está mais forte (entre 12h e 15h).
Além do calor (que é ainda maior na Acrópole devido a pouca vegetação e grande área em ruínas), esses são os horários mais cheios. Nós fomos depois das 15h e não pegamos fila alguma para entrar.
O que usar?
Calor = roupas leves. E nos pés opte por um tênis ou um sapato confortável, pois você vai andar por pedras, areia e ruínas.
Onde comprar os ingressos?
Os ingressos para a Acrópole são os mesmos para o Templo de Zeus Olímpico. Para evitar filas na bilheteria na Acrópole, visite primeiro o Templo de Zeus. O ingresso custa € 12, mas estudantes morando na Europa não pagam (vale para intercambistas de curso de inglês, desde que estejam com a carteirinha de estudante).
Coliseu de Roma – visita ao maior símbolo da Itália
Será que é exagero afirmar que o Coliseu de Roma é o maior símbolo da Itália? Talvez muitas pessoas venham me corrigir exaltando a importância de outros monumentos e blá blá blá, mas a verdade é que quando pensamos em Itália a primeira imagem que nos vem à cabeça é do imponente e lindo Coliseu!
Por que visitar o Coliseu?
Fato: nenhuma visita à Roma está completa sem se conhecer o Coliseu. Esse é um daqueles pontos turísticos obrigatórios seja para um mochileiro ou para um turista de luxo. Trata-se de um dos mais bem preservados ícones de do Império Romano. Poder vê-lo de perto, ver o Arco de Tito e o Fórum Romano e toda a “ordem” dos monumentos espalhados por Roma, fazem qualquer um voltar até aquelas aulas de história antiga do colégio e mesmo que m não gostava das classes de história se anima com as conquistas e feitos dos romanos.
Além disso, é impossível escapar dele. A arena tem proporções absurdas e pode ser visto de diferentes partes de Roma.
Nós optamos por nos hospedar próximo ao Coliseu, para aproveitar ao máximos as atrações e monumentos da Roma antiga. Geralmente essa é uma opção mais cara, mas pesquisando bem é possível encontrar hotéis menos conhecidos nas ruas do centro, que são mais em conta como o nosso, o Azurra Guest House. Além da praticidade de durante o dia poder visitar um lugar e voltar para o hotel para tomar um banho ou para recarregar as baterias das máquinas, você também irá economizar tempo e dinheiro ficando por essa região.
Anfiteatro Flaviano – A origem do Coliseu
Lembra do boato histórico de que Nero fora o responsável por incendiar Roma? A cidade sofreu sim com um grande incêndio, mas é pouco provável que o então Imperador tenha sido o responsável pelo mesmo. Mas sua vontade de construir um mega castelo numa das regiões devastadas caiu bem mal aos olhos do povo. Em tempos em que a troca dos governantes era resolvida com traições e assassinatos, Vespasiano, o Imperador que assumiu o posto tratou logo de “agradar o povão”. Assim, no terreno onde Nero planejara seu castelo dos sonhos, ele iniciou as construções do Coliseu. Gravura mostrando como era o sistema de cobertura do Coliseu. Marinheiros foram os responsáveis pelo desenvolvimento das velas e muitos deles trabalhavam durante os eventos do Coliseu içando a cobertura na plateia quando necessário. Uma das mil informações que só descobrimos durante a visita.O Anfiteatro Flaviano, como era conhecido foi inaugurado apenas 10 anos depois (tempo recorde ainda mais se compararmos com obras nos dias atuais) e foi um grande sucesso. A arena foi inaugurada com capacidade para 50 mil pessoas e depois foi ampliada para 90 mil! A entrada era gratuita para todos os cidadãos, embora houvesse cadeiras exclusivas para cada “classe”. Vista do Coliseu por dentro. De um lado, a arena foi reconstruída para mostrar aos visitantes como era. Desse lado da foto é possível ver como era por baixo da arena: os corredores por onde passavam escravos gladiadores e onde os animais selvagens também usados no eventos eram mantidos para depois serem içados até a arena.Ta sol, hein?Talvez fosse coisa da minha cabeça, mas minha maior surpresa foi ver que o Coliseu é branco! Sim, embora nas fotos ele pareça um pouco amarelado, ainda há partes onde é possível ver o mármore do qual ele foi feito. Com a queda do Império Romano, o Coliseu foi usado como uma espécie de pedreira para extração de materiais que foram usados na construção de várias Igrejas, incluindo a Basílica de São Pedro no Vaticano. Com a conversão de Roma ao Cristianismo, o próprio Coliseu também chegou a ser usado como palco de cerimônias religiosas.
Como é a visita ao Coliseu
A visita pelo Coliseu é livre, ou seja, não é necessário um guia e você pode ficar lá dentro o quanto quiser. No entanto, a arena é enorme e sofreu várias modificações ao longo dos anos já que você já investiu bastante para ir até lá, vale a pena ao menos pagar pelo audioguia para não perder nenhum detalhe ou também há os horários de visita guiada.
Ingressos – Como pular filas no Coliseu
A primeira dica para visitar o Coliseu é comprar seu ingresso antecipado ou comprar na bilheteria do Fórum Romano. O ingresso dá direito a visitar as duas atrações, sendo que todos os turistas parecem visitar o Coliseu primeiro formando sempre uma fila imensa. Quem optar pelo Roma Pass, um cartão que dá direito a várias atrações em Roma e inclui também passagens de ônibus, também tem entrada mais rápida. Sim, aquela é a fila para compra de ingressos para o Coliseu!Nós optamos por comprar o ingresso antecipado, imprimimos e passamos direto por toda a fila. Cada ingresso para adultos custa € 12 na bilheteria e € 14 pela taxa de reserva (que vale muito a pena) e é válido por dois dias seguidos. Na prática, isso significa que você pode visitar o Fórum Romano em um dia e o Coliseu no outro, ou vice-versa, mas só é possível visitar cada atração uma única vez.
Audioguia – vale a pena
Quando se está usando euros sempre dá aquela dúvida na hora de gastar. No entanto, vale a pena desembolsar € 5,50 a mais para visitar o Coliseu com um audioguia. São muitas informações novas, explicações detalhadas e você pode navegar pelo áudio de acordo com o seu interesse principal.
Horários de visita
A visitação ao Coliseu se inicia às 8h30. O horário de encerramento varia de 16h30 (horário de janeiro a fevereiro – quando é inverno) até às 19h15 (horário de abril a agosto – quando é verão). Vale consultar o site oficial para ter certeza do horário de encerramento para não passar aperto.
Visita noturna ao Coliseu
Desde 2003 o Coliseu oferece a opção de visita noturna guiada. O tour dura 1h15 e as explicações são feitas em italiano e inglês, então se você não domina bem nenhum desses idiomas, não é uma boa ideia. O ingresso é um pouco mais caro, varia de €20 a €50 e também podem ser comprados pelo site. O Roma Pass não dá acesso a esse tipo de visita. A temporada de visita noturna varia de ano para ano, mas no geral vai de fevereiro a novembro.
Tempo de visita
Aí vai depender de você, do seu interesse, do número de selfies e por aí vai. Uma visita guiada dura duas horas. Nós passamos por volta de umas três horas lá dentro entre andares e exposições internas. Hora do selfie!Dica bônus: Água!
Assim como em toda Roma, dentro do Coliseu também tem fontes de água potável. Esse sistema data da época do auge do Império Romano e ainda está funcionando perfeitamente. Leve sua garrafinha porque no verão o sol é bem forte durante quase o dia inteiro.
É isso aí! Pode estar sempre cheio, pode ser muito calor dentro dele, mas seja qual for a situação sempre vale muito a pena vistar o Coliseu!
monumentos imperdíveis em Roma
Roma é uma daquelas cidades na qual seria possível viver anos nela e ainda assim sempre descobrir um novo cantinho. A cada esquina (mesmo quando estávamos perdidos) encontrávamos um novo monumento, um novo lugar, uma nova história por detrás. É uma cidade pequena no mapa, mas tão grande nas diferentes histórias que ainda conserva que quatro dias nela foi muito pouco. Assim, resolvemos listar alguns pontos turísticos, passeios e monumentos que consideramos imperdíveis em Roma.
1 – Coliseu
Não tem jeito. O Coliseu sempre é o número 1 de uma lista como essa. Como já falamos bem detalhadamente sobre ele e como é a visita no post Coliseu – visita ao maior símbolo da Itália, vamos nos concentrar mais nos outros monumentos.
2 – Forum Romano
Logo ao lado do Coliseu está o que na Antiguidade foi o Centro de Roma. Era ali no Fórum ou Foro que acontecia de tudo: julgamentos, eleições, debates e o comércio em geral. Com o mesmo ingresso do Coliseu é possível entrar e andar pelas ruínas da Roma antiga, ver os antigos templos e o Arco de Tito, que inspirou o Arco do Triunfo de Paris.
Mas atenção! O Fórum Romano é gigantesco e em dias de muito calor pode ser bem cansativo andar por lá. Também vale a pena dar uma lida antes sobre onde ficavam cada coisa ali dentro (se você quiser ver algo específico). Nós mesmos nos perdemos algumas vezes lá dentro.
O ingresso para adultos custa € 12 na bilheteria e € 14 pela taxa de reserva (se comprado pelo site oficial) e é válido por dois dias seguidos, ou seja, você pode visitar o Foro Romano em um dia e o Coliseu no outro, ou vice-versa, mas só é possível visitar cada atração uma única vez. Caso não tenha comprado o ingresso antecipado, opte por comprar na bilheteria do Fórum Romano, que é sempre bem mais vazia do que a do Coliseu.
3- Arco de Constantino
Entre o Coliseu e o Fórum Romano está o Arco de Constantino. O monumento é um arco do triunfo construído para comemorar a vitória de Constantino sob Maxêncio. Ambos Imperadores de duas partes do Antigo Império Romano, a batalha entre os dois unificou o Império e tornou Constantino um grande símbolo entre os romanos.
O Arco foi construído na estrada por onde as tropas romanas retornavam após os combates e tem 21m de altura e mais de 25m de largura com inscrições e esculturas contando como Constantino foi vitorioso em sua batalha. Ao contrário do de Paris, não é possível entrar nesse Arco, nem passar por baixo dele, mas mesmo assim vale a pena chegar perto e admirar sua beleza.
4 -Monumento Nacional a Vittorio Emanuelle
Vittorio Emanuelle II ou Vítor Emanuel (como aparece em algumas pesquisas) foi o primeiro rei da Itália unificada e, por isso, é considerado o pai da pátria. O monumento foi inaugurado em 1935, mas só foi aberto a público e aos próprios romanos a poucos anos. Fica na famosa Piazza Venezia e é onde está a homenagem ao soldado desconhecido italiana.
Ele é todo feito em mármore puro, dando um tom de branco único que contrasta com as bandeiras italianas erguidas sempre. Apesar de ser aberto ao público, não é permitido sentar nas escadas e a bronca dos guardas é grande quando alguém o faz. É um monumento lindo e que pode ser visto de grande parte de Roma.
5 – Castelo de Saint’Angelo
Antes de ir à Roma pesquisei bastante em sites e blogs de viagem e poucos citavam o Castelo de Saint’Angelo em suas sugestões de roteiro. Uma grande pena, foi um dos lugares mais bonitos que achei em Roma. um pouco mais distante dos monumentos que citei acima, o Castelo fica perto da entrada do Vaticano.
Ele foi construído inicialmente para ser o mausoléu do Imperador Adriano, daí o motivo de estar na periferia da cidade e não no antigo centro romano, mas com o tempo foi usado como base militar, prisão e até a residência do Papa. Essa versatilidade foi o que garantiu a sobrevivência do monumento, que diferente de outros originários dos anos do Império como o Coliseu, não foi transformado em pedreira. Hoje é um museu aberto ao público, que se interessou ainda mais por ele depois do lançamento do filme Anjos e Demônios.
O ingresso custa entre €10,50 e €15,50. Foto do Shutterstock
6 – Panteão de Roma
O Panteão ou Pantheon romano é bem diferente dos monumentos gregos que logo nos vêm à cabeça. Conta-se que o templo original, construído por volta de 19 AC teria sido demolido e somente a sua frente teria sido conservada. Isso explica porque a frente é composta de colunas clássicas e depois o templo toma uma forma arredondada. A própria parte interna também sofreu várias intervenções e reformas com o passar dos anos, muitas motivadas pela conversão do Império ao catolicismo. O antigo Templo de Marte, se transformou no Templo de Todos os Deuses e por fim se transformou numa Igreja. Foto do ShutterstockNo interior do Panteão é possível ver túmulos de membros da igreja católica e de artistas que trabalharam para ela, incluindo do pintor Rafael, que também é mostrado no filme Anjos e Demônios. Foto do Shutterstock
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