quinta-feira, 6 de abril de 2017


Arqueólogos descobrem pregos de crucificação e ossário que pode ter sido de Jesus
Dezenas de objetos que datam do século I, apresentados neste domingo pela Autoridade de Antiguidades de Israel, permitem que os historiadores compreendam melhor a vida na época de Jesus Cristo, segundo um porta-voz da instituição.
Entre as dezenas dos objetos descobertos recentemente na região de Jerusalém e na Galileia, onde Jesus viveu, segundo a tradição, figuram vasos, utensílios de cozinha, restos de lagares para o vinho, ossários com inscrições em hebraico e pregos das crucificações — um deles cravado em um osso de calcanhar.
— Agora, podemos descrever de forma muito precisa a vida cotidiana desta época, desde o nascimento, através dos costumes alimentares e das viagens, até a morte, com os ritos funerários — explicou à AFP Gideon Avni, diretor da divisão arqueológica da Autoridade de Antiguidades.
A Autoridade conserva mais de um milhão de objetos descobertos em escavações e, todos os anos, recebe mais de 40 mil novos provenientes de 300 lugares, segundo Avni.
— Nestes últimos 20 anos, avançamos na compreensão do modo de vida de Jesus e de seus contemporâneos. A cada semana são descobertos novos elementos que permitem conhecer melhor este período. Encontramos em alguns ossários de nomes de personalidades conhecidas graças aos textos desta época — completou ele.
A Autoridade de Antiguidades também apresentou neste domingo moedas da época bizantina descobertas há pouco tempo durante escavações nos vestígios de um edifício utilizado pelos peregrinos cristãos, perto de Jerusalém.
Um ossário com uma inscrição em letras hebraicas que formam a palavra “Yeshua”, que seria o nome de Jesus nesse idioma – AMIR COHEN / REUTERS
Essas moedas, que datam dos séculos IV e VII, foram encontradas em uma parede, como se seu proprietário tivesse tentado escondê-las, segundo a arqueóloga Annette Landes-Nagar.
— Esta descoberta constitui uma prova da invasão persa no fim do período bizantino, que levou ao abandono deste local cristão — contextualizou ela.
Arqueólogos podem ter encontrado a casa em que Jesus foi criado

Os arqueólogos que trabalham em Nazaré – cidade natal de Jesus – na atual Israel, identificaram uma casa do século 1 que foi considerada o lugar onde Jesus foi criado por Maria e José.
A casa é composta parcialmente de paredes de argamassa e pedra e está localizada em uma encosta rochosa. O local foi descoberto pela primeira vez por freiras na década de 1880, e só foi investigado por cientistas em 2006, quando um grupo de arqueólogos, liderado por Ken Dark, um professor da Universidade de Reading, no Reino Unido, identificou a casa como do século I e que seria um local em que pessoas que viveram séculos depois de Jesus acreditavam que ele teria crescido ali.

Mas seria possível que somente investigações arqueológicas possam indicar com precisão em qual casa Jesus foi criado? Os pesquisadores afirmam que não. Porém, ao mesmo tempo, não há razões para se descartar totalmente esta hipótese, acreditam os investigadores.
Acredita-se até o momento que Jesus tenha crescido em Nazaré. Os arqueólogos descobriram que, séculos depois do tempo de Jesus, o Império Bizantino (que controlava Nazaré até o século VII) decorou a casa com mosaicos e construiu ali uma igreja, conhecida como a “Igreja da Nutrição” sobre a casa, protegendo-a.
Mas seria possível que somente investigações arqueológicas possam indicar com precisão em qual casa Jesus foi criado? Os pesquisadores afirmam que não. Porém, ao mesmo tempo, não há razões para se descartar totalmente esta hipótese, acreditam os investigadores.
Acredita-se até o momento que Jesus tenha crescido em Nazaré. Os arqueólogos descobriram que, séculos depois do tempo de Jesus, o Império Bizantino (que controlava Nazaré até o século VII) decorou a casa com mosaicos e construiu ali uma igreja, conhecida como a “Igreja da Nutrição” sobre a casa, protegendo-a.   Mais tarde, durante as Cruzadas na Terra Santa, no século 12, ergueram ali uma igreja depois que o local caiu em desuso. Esta evidência sugere que ambos bizantinos e cruzados acreditavam que essa era a casa onde Jesus foi criado, segundo o pesquisador Ken Dark.

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