quinta-feira, 6 de abril de 2017


Arqueólogos descobrem pregos de crucificação e ossário que pode ter sido de Jesus
Dezenas de objetos que datam do século I, apresentados neste domingo pela Autoridade de Antiguidades de Israel, permitem que os historiadores compreendam melhor a vida na época de Jesus Cristo, segundo um porta-voz da instituição.
Entre as dezenas dos objetos descobertos recentemente na região de Jerusalém e na Galileia, onde Jesus viveu, segundo a tradição, figuram vasos, utensílios de cozinha, restos de lagares para o vinho, ossários com inscrições em hebraico e pregos das crucificações — um deles cravado em um osso de calcanhar.
— Agora, podemos descrever de forma muito precisa a vida cotidiana desta época, desde o nascimento, através dos costumes alimentares e das viagens, até a morte, com os ritos funerários — explicou à AFP Gideon Avni, diretor da divisão arqueológica da Autoridade de Antiguidades.
A Autoridade conserva mais de um milhão de objetos descobertos em escavações e, todos os anos, recebe mais de 40 mil novos provenientes de 300 lugares, segundo Avni.
— Nestes últimos 20 anos, avançamos na compreensão do modo de vida de Jesus e de seus contemporâneos. A cada semana são descobertos novos elementos que permitem conhecer melhor este período. Encontramos em alguns ossários de nomes de personalidades conhecidas graças aos textos desta época — completou ele.
A Autoridade de Antiguidades também apresentou neste domingo moedas da época bizantina descobertas há pouco tempo durante escavações nos vestígios de um edifício utilizado pelos peregrinos cristãos, perto de Jerusalém.
Um ossário com uma inscrição em letras hebraicas que formam a palavra “Yeshua”, que seria o nome de Jesus nesse idioma – AMIR COHEN / REUTERS
Essas moedas, que datam dos séculos IV e VII, foram encontradas em uma parede, como se seu proprietário tivesse tentado escondê-las, segundo a arqueóloga Annette Landes-Nagar.
— Esta descoberta constitui uma prova da invasão persa no fim do período bizantino, que levou ao abandono deste local cristão — contextualizou ela.
Arqueólogos podem ter encontrado a casa em que Jesus foi criado

Os arqueólogos que trabalham em Nazaré – cidade natal de Jesus – na atual Israel, identificaram uma casa do século 1 que foi considerada o lugar onde Jesus foi criado por Maria e José.
A casa é composta parcialmente de paredes de argamassa e pedra e está localizada em uma encosta rochosa. O local foi descoberto pela primeira vez por freiras na década de 1880, e só foi investigado por cientistas em 2006, quando um grupo de arqueólogos, liderado por Ken Dark, um professor da Universidade de Reading, no Reino Unido, identificou a casa como do século I e que seria um local em que pessoas que viveram séculos depois de Jesus acreditavam que ele teria crescido ali.

Mas seria possível que somente investigações arqueológicas possam indicar com precisão em qual casa Jesus foi criado? Os pesquisadores afirmam que não. Porém, ao mesmo tempo, não há razões para se descartar totalmente esta hipótese, acreditam os investigadores.
Acredita-se até o momento que Jesus tenha crescido em Nazaré. Os arqueólogos descobriram que, séculos depois do tempo de Jesus, o Império Bizantino (que controlava Nazaré até o século VII) decorou a casa com mosaicos e construiu ali uma igreja, conhecida como a “Igreja da Nutrição” sobre a casa, protegendo-a.
Mas seria possível que somente investigações arqueológicas possam indicar com precisão em qual casa Jesus foi criado? Os pesquisadores afirmam que não. Porém, ao mesmo tempo, não há razões para se descartar totalmente esta hipótese, acreditam os investigadores.
Acredita-se até o momento que Jesus tenha crescido em Nazaré. Os arqueólogos descobriram que, séculos depois do tempo de Jesus, o Império Bizantino (que controlava Nazaré até o século VII) decorou a casa com mosaicos e construiu ali uma igreja, conhecida como a “Igreja da Nutrição” sobre a casa, protegendo-a.   Mais tarde, durante as Cruzadas na Terra Santa, no século 12, ergueram ali uma igreja depois que o local caiu em desuso. Esta evidência sugere que ambos bizantinos e cruzados acreditavam que essa era a casa onde Jesus foi criado, segundo o pesquisador Ken Dark.
Uma equipa de cientistas e de restauradores terminou esta segunda-feira as obras de conservação no local onde se julga estar o túmulo de Jesus Cristo na Cidade Velha de Jerusalém. Há nove meses que os especialistas estavam na Basílica do Santo Sepulcro, onde os crentes cristãos acreditam que Jesus, após ser crucificado, foi sepultado para ressuscitar três dias mais tarde. A igreja pode ser revisitada a partir da próxima quinta-feira.
De acordo com as declarações de Antonia Moropoulou, professora da Universidade Técnica Nacional de Atenas, à Reuters, foi instalada uma rede de drenagem subterrânea para águas da chuva e do esgoto e foram adicionados parafusos de titânio à sepultura. Esta intervenção esteve travada durante 200 anos por causa de disputas entre as igrejas ortodoxas gregas, arménias e católicas romanas pela propriedade da Basílica. As obras só foram aprovadas o ano passado porque as autoridades israelitas, que controlam a parte este de Jerusalém desde 1967, admitiram que o espaço não estava seguro.
Cada uma das partes interessadas na igreja contribuiu com 3,3 milhões de dólares para financiar as obras. Também o rei Abdullah da Jordânia terá feito uma doação pessoal, de acordo com o noticiado pelos órgãos de comunicação social locais.
Jerusalém

O Santo Sepulcro pode estar em risco. A culpa é da humidade e do calor das velas


O túmulo onde foi sepultado o corpo de Jesus Cristo pode estar em risco. Quem o diz é a equipa responsável pela manutenção. Humidade e stress térmico das velas pode ser a causa.

A equipa de manutenção pediu aos principais grupos cristãos autorização para fazer a restauração
Foi no decorrer da manutenção à Edícula do Santo Sepulcro, em Jerusalém, local onde terá sido sepultado o corpo de Jesus Cristo, que se constatou que este pode estar em risco. A equipa científica da Universidade Politécnica de Atenas, que assegura a manutenção do local, aconselhou uma restauração subterrânea para que consolidar a estrutura que protege o local. Através da análise feita pela equipa de 50 peritos, liderada pela professora Antonia Moropoulou, constatou-se que há infiltrações no Santo Sepulcro e que a humidade pode danificar o local.
Temos feito um estudo ao subsolo, aos corredores, canais e túneis, porque detetamos grandes infiltrações de humidade e um aumento do lençol freático que, realmente, coloca em risco ao Sagrado Sepulcro”, revelou a professora.
A equipa pediu aos principais grupos cristãos autorização para fazer a restauração do local, que passa essencialmente por consolidar as paredes da Edícula. Os responsáveis comprometeram-se a respeitar o mais possível a arquitetura original.
Segundo Antonia Moropoulou, esta foi a primeira vez, em 500 anos, que em determinados lugares da Edícula se conseguiu ver a pedra original do túmulo de Cristo, devido à remoção da laje que, juntamente com um outro muro, protegia o local.
Na zona do túmulo, a rocha atinge uns dois metros de altura. Durante a restauração pudemos constatar que foi protegida com outro muro de pedra, revestido com lajes que parecem de mármore mas que na realidade são outro tipo de pedra calcária.”
Neste momento a responsável do projeto, segundo conta o El País, afirma que o projeto já esta na segunda fase, que consiste na “injeção de material de reforço para consolidar a estrutura para que depois possamos reajustá-las [as lajes] à parede com a ajuda de pregos de titânio trazidos de Atenas. As lajes estão muito degradadas, sobretudo, pelo stress térmico a que foram submetidas”.
O stress térmico foi causado pelas velas que estão, quase em permanência, a arder junto ao Santo Sepulcro, o que leva a um aumento da temperatura da pedra. Para evitar que volte acontecer, a professora sugere que os peregrinos adotem outras formas de culto na Edícula.
Antonia Moropoulou afirmou que o ponto alto deste restauro foi a abertura da sepultura. “Abrimos a lápide para poder selar o túmulo”, afirmou. A professora acrescenta ainda que “a pedra encontrava-se num estado muito vulnerável. Se se tivesse atrasado o mais umas décadas, a pedra original não resistiria à degradação”.

Túmulo de Cristo foi venerado durante 500 anos, mas só agora foi visto

A laje que cobria, há 500 anos, o túmulo de Jesus Cristo já foi levantada. Agora, os investigadores descobriram, no seu interior, outra laje, marcada com uma cruz, em que Jesus terá sido deitado.

Depois de um grupo de arqueólogos de Atenas ter levantado pela primeira vez a laje de pedra que cobria, há cerca de 500 anos, o lugar onde segundo a tradição cristã Jesus Cristo foi sepultado, foi agora revelado o que estava no interior do túmulo. Debaixo da laje e de uma camada de material de enchimento, os investigadores encontraram uma nova laje de pedra, com uma cruz desenhada. Segundo a National Geographic, esta será a pedra em que Jesus foi deitado, depois de retirado da cruz.
“Estou absolutamente maravilhado. Os meus joelhos estão a tremer, porque não estava à espera disto”, assegura à publicação o arqueólogo Fredrik Hiebert, responsável pela investigação. “Não conseguimos dizer a 100%, mas parece ser uma prova visível de que a localização do túmulo não foi alterada ao longo do tempo, algo que os cientistas e os historiadores questionavam há décadas”, acrescenta.
Esta é a Pedra Santa que foi venerada durante séculos, mas só agora pode ser vista“, diz a supervisora científica da investigação, Antonia Moropoulou.
Em termos científicos, ainda é impossível confirmar que se trata mesmo da laje em que Jesus Cristo esteve deitado, mas as evidências apontam para essa explicação. No ano 325, o imperador romano Constantino, que se tinha convertido ao Cristianismo, mandou um conjunto de emissários a Jerusalém para procurarem o local do túmulo de Jesus, e foram encaminhados para um templo que o imperador Adriano tinha construído 200 anos antes.
Segundo a tradição, Adriano construiu o templo em cima do local onde tinha sido sepultado Jesus para reafirmar o domínio romano sobre os cristãos. Constantino mandou destruir o templo e procurar a sepultura. Depois, mandou construir uma igreja em torno da rocha, para a proteger. Essa igreja seria destruída no século XI, sendo substituída depois por uma nova construção — a atual Igreja do Santo SepulcroO interior do túmulo é agora conhecido e já foi visitado por religiosos das várias denominações cristãs que são responsáveis pela igreja do Santo Sepulcro

Túmulo de Jesus Cristo exposto pela primeira vez em mais de 500 anos

Um conjunto de arqueólogos conseguiu retirar pela primeira vez em mais de 500 anos a laje de mármore que cobria a caverna em que Cristo foi sepultado. O túmulo vai ser estudado por cientistas
A Edícula da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, é um dos locais mais sagrados do Cristianismo. Trata-se do sítio onde, de acordo com a tradição cristã, Jesus foi sepultado depois da crucificação. Desde pelo menos o ano de 1555, o túmulo encontrava-se coberto por uma laje de mármore. Agora, um conjunto de arqueólogos conseguiu levantar a laje, numa operação de restauro que custou mais de 3,5 milhões de euros, e os visitantes vão poder ver pela primeira vez o sítio onde o corpo de Jesus foi depositado.
O arqueólogo Fredrik Hiebert, que participou no projeto, contou à National Geographic que os investigadores ficaram “surpreendidos com a quantidade de material por baixo da laje”. Agora, os arqueólogos preparam-se para “uma longa análise científica”, mas a ideia é “finalmente conseguir ver a rocha original na qual, de acordo com a tradição, o corpo de Cristo foi depositado”.
Vídeo da National Geographic mostra as operações de restauro do túmulo de Jesus Cristo
O túmulo já era visitável, mas de forma limitada. Dentro da Igreja do Santo Sepulcro, que inclui o local da crucificação e o local da sepultura, foi construída entre, 1808 e 1810, uma estrutura — a Edícula — para proteger a rocha em que Jesus foi colocado. Agora, tanto esta estrutura como o próprio túmulo encontram-se em restauro. O objetivo é conhecer a pedra original em que Jesus foi colocado, de forma a estudar a evolução das formas de veneração dos mortos.
Até aqui, a pequena cela onde está o túmulo tem sido um dos locais de culto que atraem mais peregrinos de todo o mundo. “Estamos agora num momento crítico na reabilitação da Edícula”, esclarece Antonia Moropoulou, a responsável pela equipa de investigadores que está a recuperar o lugar. “As técnicas que estamos a usar para documentar o momento vão permitir ao resto do mundo estudar as nossas descobertas tal como se estivessem dento do túmulo de Cristo”, acrescenta.
O momento da retirada da laje centenária foi presenciado por vários clérigos e religiosos das várias denominações cristãs. Aquele templo é, aliás, propriedade das diversas igrejas cristãs, como a católica romana e a católica ortodoxa, e as várias ortodoxas orientais.
O projeto nasceu de um convite do Patriarcado Greco-Ortodoxo de Jerusalém, que, com a autorização da Igreja Católica Romana e das Ortodoxas Orientais, chamou especialistas da Universidade Técnica de Atenas para estudar a Edícula. O projeto custou mais de 3,5 milhões de euros, e incluiu dois grandes contributos. Cerca de um milhão de euros do rei da Jordânia, Abdullah II, e um valor desconhecido de Mica Ertegun, a criadora da Atlantic Records. Em novembro, a National Geographic mostra um documentário sobre o processo de restauro e estudo do túmulo.Afinal, quem matou Jesus de Nazaré?
Cristo não foi morto pelos judeus, mas pelos romanos, por Pôncio Pilatos e os seus soldados. Como explicar então que o primeiro Papa tenha ido viver na capital da pátria dos assassinos de Jesus?
A pergunta pode parecer banal, mas a resposta decerto que o não é. De facto, todos os anos, por ocasião da Páscoa, quando os cristãos evocam liturgicamente a paixão, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré, se recorda o que parece ser uma evidência histórica: Cristo foi morto pelos judeus. Mas, foi-o de facto?
A verdade histórica não corrobora esse rumor bimilenário que, por sinal, tem até algo de paradoxal porque, nesse caso, tanto seriam judeus os assassinos como a vítima. De facto, Jesus sempre honrou a sua condição de judeu, bem como as tradições históricas e religiosas do seu povo: foi durante a páscoa judaica, que ele antecipadamente celebrou com os seus discípulos, que ocorreu a sua paixão e morte. Aliás, judeus eram também Maria, sua mãe, e o respectivo esposo, José, bem como os seus primos, por vezes mencionados na Bíblia como seus irmãos. Também os doze apóstolos eram todos judeus e, portanto, não fazia muito sentido que eles próprios atribuíssem ao seu povo a responsabilidade histórica pela morte do Messias.
Poder-se-ia porventura afirmar que, mesmo não tendo sido os judeus, enquanto povo, os autores da morte de Cristo, o foram nas pessoas dos anciãos, sacerdotes e escribas. É verdade que Jesus de Nazaré sofreu a oposição desse grupo e que foi julgado e condenado pelo Sinédrio. Contudo, muito embora o tivessem considerado réu da pena máxima, não foram eles que o crucificarem, nem lhe deram morte, como fizeram, pouco depois, a Santo Estêvão, o protomártir cristão, lapidado por blasfémia, às portas de Jerusalém, pelos fariseus, entre os quais se contava Saulo de Tarso, o futuro São Paulo.
Também não foi o rei Herodes quem mandou matar Jesus, mas foi o responsável pelo assassinato de João Baptista, primo de Cristo. De facto, o governador romano, sabendo que Jesus era conhecido como sendo de Nazaré e, portanto, tido por galileu, embora nascido em Belém de Judá, remeteu-o a Herodes, para que ele o julgasse. O rei, tendo-o interrogado, nele não encontrou nenhuma culpa e, por isso o devolveu à procedência.
Portanto, de acordo com os relatos bíblicos e outras fontes históricas, a responsabilidade jurídica e moral pela morte de Cristo deve ser atribuída a Pôncio Pilatos que, sabendo-o inocente, condenou-o a ser flagelado e crucificado. Que Pilatos tinha consciência da sua responsabilidade nesse processo iníquo é o que se prova pelas palavras que então proferiu, enquanto lavava as mãos e sujava a sua consciência. Com efeito, se se declarou inocente do sangue daquele justo é porque se sabia responsável e queria iludir a sua culpa: como afirma um conhecido adágio jurídico, uma desculpa não pedida indicia uma manifesta acusação.
Não só Pôncio Pilatos foi o principal responsável pela morte de Cristo, como foram também romanos os executores da pena capital, nomeadamente o centurião e os soldados que crucificaram Cristo entre dois ladrões. Tratando-se de uma missão tão melindrosa, é evidente que o governador imperial não poderia correr o risco de que não fosse executada de acordo com as suas ordens, o que poderia ter acontecido se a mesma tivesse sido confiada a judeus. Com efeito, alguns destes eram furiosos inimigos de Cristo, enquanto outros eram seus devotos seguidores: uns e outros, pelo seu ódio ou devoção, poderiam contrariar, por excesso ou defeito, a execução da pena. Os fariseus, exagerando nos sofrimentos a infligir ao condenado à pena capital; os cristãos, aproveitando a ocasião para libertarem o seu Mestre e Senhor.
Portanto, se foi o governador romano quem decidiu a condenação à morte de Cristo e romanos foram também os soldados que cumpriram essa sentença, foram os romanos que mataram Jesus! Ora, se assim foi de facto, como explicar que o primeiro Papa se tenha querido estabelecer, enquanto bispo de Roma, na pátria dos assassinos de Jesus?! Mais ainda, na capital do império que, durante três séculos, perseguirá impiedosamente os cristãos!? Que Pedro tenha querido fazer de Roma a sede da Igreja universal, que por isso ainda hoje se diz romana, parece tão lógico e sensato quanto seria, por absurdo, a autoridade palestiniana instalar-se mesmo à frente da sede do governo israelita, ou do seu quartel-general …
Talvez a escolha de Roma para sede da cristandade tenha obedecido a razões práticas porque, sendo a capital do império romano, estaria muito bem comunicada com todo o mundo então conhecido. Mas também pode ter obedecido a uma razão mais profunda: para que a culpa dos romanos, pela morte de Jesus, não infamasse para sempre a cidade e os habitantes de Roma, o primeiro Papa e os seus sucessores até ao presente quiseram dar-lhe a singular honra de aí residirem. Por esta razão, a cidade eterna, como nenhuma outra, testemunha a misericórdia do perdão e amor de Jesus Cristo e da sua Igreja!

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

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O prego que pode ter prendido ninguém menos que Jesus Cristo, uma das figuras históricas mais importantes de todos os tempos, pode finalmente ter sido encontrado.
Segundo os pesquisadores, o prego em questão combina perfeitamente com o tipo dos pregos usados em Jerusalém para crucificações romanas. Segundo os arqueólogos, o prego data do século 1 ou 2.
O prego que pode ter sido o da crucificação de Cristo foi descoberto numa caixa decorada na ilha de Pontinha, próximo à costa da Ilha da Madeira. Ocorre que esta pequena ilhota foi mantida pelos cavaleiros templários. Os investigadores acreditam que a caixa pertenceu a um Cavaleiro templário que pode ter trazido o prego de Jerusalém da época das grandes Cruzadas durante o século 12.
O arqueólogo Bryn Walters disse que examinando o prego, baseando-se em sua idade é possível perceber que ele está em excelentes condições, o que sugere que foi mantido com extremo cuidado, possivelmente por ser considerado uma relíquia muito importante.
Analisando o que ocorreu na superfície do metal, os investigadores perceberam que o desgaste sugere que o prego passou pela mão de muitas pessoas ao longo do tempo e o ácido contido no suor dessas pessoas atacou o metal de um modo muito característico. Este seria um outro indício de que o prego foi considerado algo bastante importante através dos séculos.
O prego na caixa decorada foi descoberto numa escavação arqueológica e estava junto com três esqueletos, possivelmente cavaleiros que guardavam a relíquia, e suas respectivas três espadas, sendo que uma delas possuía o símbolo da cruz dos Templários. Toda esta configuração pode sugerir que os cavaleiros templários consideravam o prego como sendo o verdadeiro prego que prendeu Jesus.
Mas seria mesmo?
Devo lembrar que durante um longo perído que vai do primeiro século em diante, muitos elementos do cristianismo ganharam status de relíquias sagradas. O auge do período das relíquias se deu justamente na idade média, quando praticamente todo nobre possuía em seu castelo uma lasca da madeira da cruz, ou uma lança que perfurou Jesus ou então o próprio Santo Sudário.
O primeiro exemplo do culto de uma relíquia por crentes cristãos surge em 156 em Smyrna (na Turquia), a propósito do martírio de São Policarpo relatado, por exemplo, nas obras de Eusébio de Cesareia. Depois de ter sido queimado na fogueira, os discípulos do mártir recuperaram os ossos calcinados do seu mestre e acolheram-nos como objetos sagrados. Mais tarde diversos milagres foram atribuídos a esta relíquia e a busca por objetos semelhantes tornou-se cada vez mais popular, conduzindo por exemplo, à descoberta da cruz da crucificação de Jesus Cristo no ano 318.
No início do cristianismo, as relíquias eram importantes, principalmente partes de corpos de mártires, pois considerava que seriam estes os primeiros a levantar-se no momento da ressurreição.
Como neguinho já era malandro naquela época, ninguém queria ficar fora da festa da ressureição geral no fim dos tempos e ser enterrado perto dos relicários era uma espécie de garantia sólida de acordar para a vida eterna ao lado dos soldados da fé.
Durante a Idade Média e o período de construção de catedrais o culto das relíquias atingiu o seu auge. Ainda não existiam os museus, e as igrejas começaram a uma escalada nesta direção. A esta altura, a edificação e manutenção de uma catedral era custeada sobretudo através de donativos da congregação. A importância eclesiástica de uma diocese, bem como a sua capacidade de atrair novos fieis e peregrinos, não raro dependia diretamente da quantidade e qualidade de relíquias que seriam ali exibidas para veneração. Assim, quando a primeira seção da catedral de Colônia abriu as portas em 1164, foi com todo o orgulho que o Arcebispo Reinaldo de Dassel expôs os corpos dos Três reis magos. Ainda hoje algumas das grandes catedrais européias ainda possuem interessantes relíquias.
Como todo modismo, o culto das relíquias tomou uma proporção exagerada principalmente após a tomada de Constantinopla durante a quarta cruzada em 1204. Ossos, pequenos bocados de pano, garrafinhas com água do rio em que Jesus foi batizado, até saquinhos com o pó do qual Adão foi criado, eram peças comuns nos mercados do século XIII. Em dada altura, chegaram a contabilizar-se cerca de 700 “verdadeiros pregos da cruz”. Mais tarde, Erasmo de Roterdão afirmaria com ironia que haviam tantos pregos da crucificação de Jesus que chegavam para construir um navio.
As relíquias são oficialmente cadastradas em três tipos: De primeira, segunda e terceira classe. As de primeira classe tem relação direta com Jesus e os Apóstolos. A de segunda com outros santos em geral e as de terceira com algum objeto que tenha tocado as relíquias de primeira ou de segunda classe.
São mesmo tantas Relíquias que poderíamos elencar infinitamente aqui. Mas vamos citar apenas algumas das mais Gumps relíquias do Catolicismo.
A cora de espinhos

A coroa de espinhos é parte integrante da Paixão de cristo. É um dos elementos de tortura com o qual os romanos teriam desdenhado do “rei dos reis”, coroando-o após inúmeros castigos que o deixaram moribundo. Ela encontra-se em Paris, na catedral de Notre Dame, no interior deste pomposo relicário de ouro.

A lança do destino

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Ela também é conhecida como Lança Sagrada ou Lança de Longino, e segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus usou para perfurar a lateral do peito de Jesus Cristo durante a crucificação.
O santo Graal

Este é um clássico das relíquias. O santo Graal dispensa apresentações, mas podemos resumir tudo dizendo que é o copo em que Jesus bebeu na última ceia. O santo Graal foi reclamado diversas vezes na história. Mas muitos o consideram uma lenda. Pessoalmente eu prefiro a versão de madeira do filme do Indiana Jones. Beber nesse daí de cima não é boa idéia.
O santo sudário

Outro item que dispensa apresentações é o Santo Sudário. Motivo de acaloradas disputas e discussões intermináveis sobre sua origem e autenticidade, envolveu peritos e arqueólogos de diversas partes e instituições do mundo. Até hoje a coisa está em discussão, mas há uma tendência maior ao ceticismo, que supõe que o Sudário que está na catedral de Turim seja obra de uma perfeita falsificação, criada por um mestre. Três análises de Carbono 14 feitas independentemente apontaram idades entre 1260-1390 para a criação desta relíquia, para desgostos dos religiosos que viam nela uma prova cabal da existência de Jesus. Mas ainda assim, a controvérsia permanece.
O prepúcio de Jesus

Pode parece engraçado imaginar que diversas igrejas reclamaram durante séculos ter um pedaço do pênis de Jesus em seu poder e atribuir ao pedaço de pele do pinto sagrado o poder de fazer diversos milagres. O prepúcio de Jesus Cristo, teria sido retirado do seu corpo durante a circuncisão ritual a que o povo judeu submete todos os seus rapazes. Obviamente como Jesus era só um e só devia possuir um pênis, muitas dessas supostas relíquias não pertenciam ao Messias (sem falar na explicação de como uma pele dura mais de dois mil anos sem se deteriorar)
Agora, falando em se deteriorar e ainda no assunto de relíquias bizarras, é impossível não falar dos impressionantes cadáveres-relíquias.
Se você não é católico pode achar bastante bizarro que uma religião cultue defuntos, mas certamente achará ainda mais esquisito que ela coloque em exposição para culto esses defuntos, que por uma razão que está envolta em grande mistério, não se deterioram! Será um milagre? Uma pequena mostra do poder de Deus? Vejamos:
Santa Bernardete de Loudes

Santa Bernadete nasceu Bernadette Soubirous, em Lourdes, França. De fevereiro a julho de 1858, ela relatou dezoito anos de aparições de “uma senhora.” Imediatamente as alegações sugeriam que ela via ninguém menos que a Virgem Maria, mãe de Jesus. Apesar do ceticismo inicial da Igreja Católica Romana, estas alegações foram consideradas dignas de fé após uma investigação canônica. Após sua morte, o corpo de Bernadete permaneceu “indeteriorável”, o que fez com que os religiosos comprovassem que os encontros da santa com a Virgem Maria teriam interferido no seu processo de decomposição, o que seria em última instância, uma prova de que era tudo verdade. Desde então, o santuário de Lourdes passou a se tornar um importante local de peregrinação, atraindo milhões de católicos a cada ano.
São João Batista Vianney

Ele morreu em 4 de agosto de 1859 e foi um sacerdote francês da paróquia que se tornou um santo católico e padroeiro dos párocos. Ele é frequentemente referido, mesmo em Inglês, como “Cura d’Ars” (o pároco da aldeia de Ars). Este padre-santo famoso internacionalmente por seu trabalho sacerdotal e pastoral na sua paróquia, devido à transformação espiritual radical da comunidade e seus arredores. Do mesmo modo que Santa Bernardete ele não se decompôs.
Santa Thereza Margareth

Em 19 de março de 1934, o papa Pio XI declarou a Beata Theresa Margareth do Sagrado Coração inscrita no registo de santos. Ela era carmelita na Alemanha, e sua vida era quieta e escondida. Ela faleceu em 7 de março de 1770 com a idade de 22 anos e, mesmo com uma vida curta, ela passou cinco anos no mosteiro carmelita em Florença. Curiosamente, esta santa não realizou nenhum milagre, nem fez qualquer coisa que levasse seu nome ao conhecimento do mundo. Ela apenas passou a vida a viver tranquilamente e em silêncio.
Mas por uma estranha razão, também não se decompôs. E graças a isso foi exibida como relíquia da Igreja.
São Vicente de Paulo

São Vicente de Paulo estudou humanidades e se graduou em teologia em Toulouse. Vicente de Paulo foi ordenado sacerdote em 1600, permanecendo em Toulouse, até que viajou para Marselha afim de espalhar a palavra de Deus. No caminho de volta a partir de Marselha, ele foi capturado por piratas turcos e levado para Tunísia, onde seria vendido como escravo. Após converter o pirata seu algoz no cristianismo, Vicente de Paulo foi libertado em 1607. Vicente voltou à França e serviu como padre numa paróquia perto de Paris e morreu em 1660. Em 13 de agosto de 1729, Vicente foi beatificado pelo Papa Bento XIII, e canonizado por Clemente XII em 16 de junho de 1737. Em 1885 Leão XIII elegeu o santo como patrono para as Irmãs da Caridade “Vicentinas”.

São Silvan


Pouco se sabe sobre este santo. Ele é um mártir católico, o que significa que morreu defendendo a Igreja. È impressionante que este corpo esteja tão bem preservado tendo 1600 anos de idade.
Santa Verônica Giuliani

Santa Verônica Giuliani foi uma mística italiana. Ela nasceu em Mercatello do ducado de Urbino. No batismo foi nomeada Ursula. De acordo com a Enciclopédia Católica, ela apresentava sinais de santidade desde tenra idade. Sua lenda afirma que quando ela tinha apenas um ano e seis meses de idade, já proferiu suas primeiras palavras para censurar um lojista que estava servindo uma medida falsa de óleo, dizendo claramente: “Faça justiça, Deus está te vendo”. Por alguma estranha razão ela também não se decompôs.

Santa Zita


Santa Zita é a padroeira das empregadas domésticas e empregados domésticos. Ela também é conhecida por trabalhar como “são longuinho” para o qual as pessoas também apelaram a fim de ajudar a encontrar chaves perdidas. Santa Zita sempre levantou algumas horas antes do resto da família e empregados para orar.
Dom Bosco

São Dom Bosco, ou  Melchiorre Giovanni Bosco, nasceu em 16 de agosto de 1815 e morreu em 31 de janeiro de 1888. Ele foi um sacerdote católico italiano, educador e pedagogo reconhecido, que pôs em prática o dogma da sua religião, empregando métodos de ensino baseado no amor ao invés de punição. Ele colocou suas obras sob a proteção de São Francisco de Sales, assim, seus seguidores se intitulavam da Sociedade Salesiana. Ele é o único santo com o título de “Pai e Mestre da Juventude”. Dom Bosco também misteriosamente não se decompôs.
E esses não são todos. A lista dos santos que não apodreceram é gigantesca, e inclui entre eles a Santa Maria Goretti, São Francisco Xavier, Santa Narcisa, Santa Rita de Cássia, Santa Inês, Santa Clara, Santa Catarina, e vários beatos. Fora estes santos, estão dois papas: Papa Pio IX e Papa João XXIII, que não entraram em decomposição como era esperado.


Durante séculos, a Igreja Católica declarou que os indivíduos da fé pura permaneceriam em um estado de “animação suspensa” após a morte, e graças a isso, seus corpos resistiriam à deterioração na sepultura.

Um dos mais estranhos casos de Incorruptibilidade do corpo é o do famoso Padre Pio, um padre italiano que também era estigmatizado, ou seja, possuía feridas misteriosas em suas mãos e pés, bem na áreas em que Cristo foi pregado na cruz, ele possuía feridas que nunca curavam e que emanavam sangue.
Entre as coisas mais surpreendentes que ocorreram com este padre está o bizarro fato dele ter conseguido estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Sim, eu não estou zoando não. O caso se deu em novembro de 1917. Nesta época um general chamado Luigi Cardona estava deprimido e prestes a cometer o suicídio com um revólver na cabeça quando surgiu perto dele um monge. O monge capuchinho disse:
-Não seja estupido! – e então sumiu no ar, como mágica.
O Militar ficou apavorado pensando que o monge era um fantasma. Após o fim da primeira guerra, muitos anos depois, ele estava na Itália quando passou pelo monge que aparecera pra ele. Era o Padre Pio, que olhou para o general estupefato e disse sorrindo: Escapou por sorte, hein meu amigo?
Ele nunca explicou como conseguiu fazer aquilo, mas sabe-se que não foi a primeira vez. Ele também possuía poderes de clarividência (como na morte do rei Jorge V) e outras manifestações de base parapsicológica.
Rapidamente Padre Pio ganhou fama de fazedor de milagres e os estigmas apareceram.
Nestes vídeos abaixo podemos ver a exumação do corpo dele, 40 anos após sua morte, que para o espanto de todos estava intacto.